A Lavagem do Bonfim, além de sua tradição religiosa, transforma-se em um vibrante palco de diversidade cultural, reunindo manifestações artísticas que encantam os participantes e espectadores. No ponto de partida, no Comércio, diversas entidades culturais, grupos, bandas e artistas se congregam para seguir em cortejo até a Praça Irmã Dulce, na Cidade Baixa, proporcionando uma rica tapeçaria de expressões culturais à festa. A organização das entidades fica a cargo da Empresa Salvador Turismo (Saltur), vinculada à Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Salvador (Secult).
Na região do Elevador Lacerda, os sons envolventes da Caravana Cultural de Ouriçangas, representando o leste baiano, ecoam com palmas, pandeiros, reco-reco e agogô. Bumba meu boi e a burrinha, símbolos do Nordeste, desfilam pelo grupo, liderado por Everaldo Carneiro de Souza, conhecido como Guiga Poeta. A Caravana, em seu segundo desfile oficial, representa a fusão de 20 anos de participação independente na Lavagem do Bonfim.
Logo atrás, os tambores da Associação Cultural Tambores e Cores, com 23 anos de história, fazem pulsar o ritmo tradicional, ressaltando a importância de preservar a cultura. Vagner Santana, responsável pelo grupo, enfatiza a gratificação de manter viva a tradição para os santos e orixás cultuados.
Enquanto isso, o cantor e compositor Reinaldinho, em sua carroça elétrica, se prepara para contagiar a multidão com músicas clássicas do Terra Samba. Revelando sua ligação especial com a Lavagem do Bonfim, ele destaca a energia única do evento.
A Saltur cadastrou mais de 60 entidades culturais, incluindo o Afoxé Filhos de Gandhy, bloco afro Muzenza, Malê Debalê, Nelson Rufino e bloco Amor e Paixão, Bicicleta Sonora e o Ilê Aiyê. O evento, que proíbe o uso de cordas e carroças com tração animal, transforma Salvador em um espetáculo de cores, ritmos e tradições que enriquecem a já festiva atmosfera baiana.



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