Estratégias inovadoras impulsionam taxa de inclusão no ensino técnico profissionalizante

Uma pesquisa recente realizada pelo Instituto Insper revela que apenas 40% dos estudantes que ingressam em cursos técnicos conseguem concluir a formação. A evasão, motivada por diversos fatores, desde a necessidade de trabalhar até descontentamento com o curso, levanta questões sobre a eficácia desses programas. No entanto, iniciativas inovadoras estão surgindo para reverter esse quadro.

Uma dessas abordagens bem-sucedidas é adotada na Educação de Jovens e Adultos (EJA) do Sesi, onde uma metodologia organizada por competências e habilidades essenciais para os estudantes e o mercado de trabalho tem impulsionado a taxa de conclusão para impressionantes 72% a 82%. O foco é oferecer uma formação completa com ênfase nas demandas profissionais em um período de até 13 meses.

Em contraste, os Institutos Federais, especialmente no ensino médio integrado, conseguem manter taxas de evasão entre 4,5% e 5%, menos da metade da evasão no ensino médio regular. A coordenadora geral de ensino do Instituto Federal de Brasília destaca que a qualidade e abordagem holística do ensino são fundamentais para esses resultados positivos.

Para alunos como Loreans Honório, que se formou no Instituto Federal de Brasília em informática, o ensino técnico profissionalizante não apenas abre oportunidades, mas também desperta paixões inesperadas. A deputado federal Henderson Pinto destaca a importância de fortalecer o ensino técnico como uma política prioritária para impulsionar a geração de emprego e renda no Brasil, oferecendo aos estudantes não apenas uma formação profissional, mas também a possibilidade de ingressar no mercado de trabalho e buscar o ensino superior.


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