O tão aguardado 13º salário está prestes a entrar na conta de milhões de brasileiros, e a pergunta recorrente é: como melhor utilizá-lo? Diante dessa expectativa, especialistas em finanças recomendam abordagens conscientes e estratégicas para esse recurso adicional. Adriano Araújo, coordenador do curso de Ciências Contábeis da Unijorge, compartilha insights valiosos para ajudar os beneficiários a tirarem o máximo proveito desse rendimento.
Para aqueles que carregam dívidas, a orientação é clara: priorizar o pagamento delas. Essa atitude não apenas reduz juros, mas melhora a saúde financeira a longo prazo. Araújo destaca a importância de negociar antes de quitar, buscando descontos ou, se aplicável, explorando programas de renegociação. “O pagamento à vista com desconto é a opção mais interessante, para quem tem o valor em mãos. Caso opte pelo parcelamento, o consumidor deve colocar a parcela no orçamento mensal e honrar o pagamento”, ressalta o coordenador.
Para aqueles sem dívidas, surgem oportunidades estratégicas, como a construção ou reforço de uma reserva de emergência. Investir também é uma alternativa, mas Araújo sugere uma análise de perfil de investidor para escolher a opção mais alinhada com objetivos pessoais e produtos disponíveis no mercado.
Além disso, destaca-se a possibilidade de destinar parte do 13º para despesas do início do ano, como IPTU, IPVA, e material escolar, aproveitando descontos para pagamento total. Para quem planeja compras de fim de ano ou projetos futuros, como viagens, é aconselhável seguir um planejamento de gastos, evitando novas dívidas.
Adriano enfatiza que o controle financeiro ao longo do ano não apenas previne novos débitos, mas também cria oportunidades para concretizar projetos como estudos, viagens e investimentos. Para quem ainda se pergunta quanto vai receber, o coordenador esclarece o cálculo do 13º salário, considerando benefícios, horas extras, comissões, e outros fatores que impactam o valor.


Deixe um comentário