O grandioso Festival Internacional Liberatum chegou ao seu encerramento com uma noite de celebração marcada por uma poderosa reverberação da cultura afro-brasileira. O evento, que aconteceu na Praça Cairu, em Salvador, reuniu personalidades renomadas e talentosos artistas locais, proporcionando uma experiência inesquecível.
O show contou com a participação do grupo Ground Zero Blues e o icônico cantor Lazzo Matumbi, além de apresentações da Ilê Aiyê, Orquestra Afrosinfonica, Luedji Luna e Márcio Victor, entre outros. Este espetáculo musical foi uma oportunidade de destacar a riqueza das tradições afro-brasileiras, celebrando a diversidade e a herança cultural profundamente enraizada na cidade de Salvador.
Mário Pam Noé, mestre da percussão e figura destacada na cena musical baiana, expressou sua emoção em participar de um evento de tamanha importância, que encerrou o Liberatum com um espetáculo repleto de emoções e canções clássicas do Ilê Aiyê. Além disso, ele enfatizou a importância do evento na luta pela igualdade racial e pela redução da violência contra jovens negros na periferia.
O Festival Internacional Liberatum, que reuniu uma comunidade de sonhadores e idealistas, é uma demonstração de solidariedade e união entre pessoas de diferentes origens. Segundo Pablo Ganguli, idealizador do evento, a escolha de Salvador para a primeira edição do Liberatum Brasil foi estratégica, uma vez que considera a cidade o coração cultural do país.
O cantor Lazzo Matumbi, que fez uma emocionante apresentação com o grupo Ground Zero Blues, ressaltou a universalidade da música e seu poder de unir pessoas de diversas origens e culturas. Para ele, a música é regida pelos deuses ancestrais e tem o propósito de levar alegria aos corações das pessoas, independentemente de sua procedência.
O show de encerramento do Festival Liberatum foi muito mais do que uma apresentação musical; foi uma celebração da cultura afro-brasileira, um tributo à diversidade e às tradições locais, além de um lembrete poderoso da importância da igualdade racial e da valorização da herança africana em Salvador.


Deixe um comentário