No primeiro dia de discussões do Festival Liberatum, realizado no Centro de Convenções de Salvador, figuras proeminentes como Viola Davis, Julius Tennon, Taís Araújo e Melanie Clark se uniram para conduzir uma mesa de debate intitulada “Contos de Afrodiáspora”. Com uma participação recorde do público, os painelistas compartilharam reflexões sobre a criação de narrativas negras a partir de uma perspectiva decolonial.
Viola Davis, conhecida por sua notável atuação no cinema e na televisão, expressou uma visão franca: “Nossas histórias ainda não foram contadas. Mesmo quando aparecemos é sempre do ponto de vista do colonizador.” A atriz destacou a necessidade de reconstruir essas narrativas a partir da ótica das comunidades negras.
Taís Araújo, uma figura influente na televisão brasileira, acrescentou: “A publicidade, o cinema e a televisão têm a responsabilidade de reconstruir essas histórias do nosso ponto de vista, e a gente tem que sentir que é possível reconstruir esse imaginário.”
Melanie Clark enfatizou a influência persistente das visões colonialistas: “As visões colonialistas nos dizem que a única verdade que importa é a dos colonizadores, e a gente trabalhando numa indústria que pensa dessa forma. Eles não entendem o poder da diáspora porque é vasto, diverso, rápido e ainda é guiado pelo poder antigo dos ancestrais. Os conquistadores tentam destruir nossa história, mas eles não conseguem, e é por isso que estamos aqui.”
O Festival Liberatum continuará até o dia 6, prometendo uma programação repleta de renomados convidados e debates abrangentes sobre cultura negra, diversidade e inclusão.


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