Apesar das tensões contínuas entre Israel e o Hamas, um pequeno vilarejo, conhecido como Nevé Shalom em hebraico e Wahat as Salam em árabe, destaca-se como um exemplo de coexistência e esforços para manter o diálogo entre israelenses e palestinos. Este oásis de paz é o lar de aproximadamente 70 famílias judaicas e árabes, todas com cidadania israelense.
Fundado em 1969 por Bruno Hussar, um frade dominicano de origem judaica, o vilarejo busca promover a convivência pacífica. Dez anos após sua criação, uma escola bilíngue foi estabelecida no local, apesar de ter sido alvo de incêndios criminosos nos últimos anos.
A Escola da Paz desempenha um papel crucial na promoção de uma educação que valoriza ambas as culturas e proporciona encontros e seminários para jovens e adultos. Devido a seus esforços notáveis, o vilarejo foi agraciado com a Medalha Buber-Rosenzweig em 1987 e o Prêmio Niwano da Paz em 1993.
Moradores do vilarejo, como Yair, que reside lá há mais de duas décadas, compartilham o objetivo de encontrar um modelo de entendimento entre israelenses e palestinos. “Dobramos as bandeiras de Israel para virmos morar aqui”, diz ele.
Samah, que é israelense e palestina, acredita que a vida no vilarejo demonstra a possibilidade da paz. Ela ressalta a fragilidade da paz e da democracia em meio a conflitos e a necessidade contínua de diálogo. No entanto, ela admite que a convivência em tempos de guerra é desafiadora e que se sente menos segura em seu próprio país.
Outra moradora, Elanit, tenta explicar a complexa situação para seus filhos, que frequentam a Escola da Paz. Ela enfatiza a importância de entender os dois lados do conflito e a necessidade de compreensão mútua entre palestinos e israelenses.
Apesar dos desafios e das tensões, muitos residentes do “oásis da paz” acreditam que um acordo entre israelenses e palestinos é possível no futuro, optando pelo caminho da esperança e da coexistência em vez do ódio.
*Com informações da RFI.


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