A seleção brasileira de judô garantiu a medalha de prata na competição final por equipes, encerrando sua participação nos Jogos Pan-Americanos de Santiago (Chile). Nesta terça-feira (31/10/2023), o time nacional travou uma disputa acirrada contra a equipe cubana, conquistando três vitórias e sofrendo três derrotas. No entanto, o desempate não favoreceu o Brasil, que viu a medalha de ouro escapar.
Neste contexto de busca por vagas olímpicas para os Jogos de Paris 2024, a equipe brasileira de judô se destacou no Pan ao conquistar um total de 16 medalhas (sete de ouro, três de prata e seis de bronze). Esse desempenho superou em três medalhas o melhor resultado anterior, obtido há 12 anos na edição de Guadalajara, no México.
O judoca Rafael ‘Baby’ Silva, de 36 anos, que conquistou o bronze individual nesta edição, destacou a importância da renovação da equipe, com jovens talentos como Michel Augusto, de 18 anos, que conquistou o ouro na competição individual. O foco agora está na classificação para os Jogos Olímpicos de Paris, que ocorrerá com base no ranking mundial da Federação Internacional de Judô (IJF), levando em consideração o desempenho entre julho de 2022 e junho de 2024.
Andrea Berti, treinadora da equipe feminina, enfatizou a importância da equipe mesclada, que reúne atletas experientes e novatos, e elogiou a motivação de todos os atletas, independentemente de suas conquistas anteriores. Ela ressaltou o desafio de classificar para o Pan e a determinação dos judocas multicampeões, medalhistas olímpicos e mundiais em busca de mais uma medalha.
Na competição por equipes, o time brasileiro, composto por três homens e três mulheres, superou a Venezuela por 4 a 1 e a Colômbia por 4 a 0 antes de chegar à final. Na decisão contra a equipe cubana, Rafaela Silva (57 kg) conquistou a primeira vitória, sem oponente na categoria. Em seguida, Gabriel Falcão (73 kg) ampliou a liderança ao vencer Magdiel Estrada. Porém, o Brasil sofreu derrotas com Luana Carvalho (70 kg) e Rafael Macedo (90 kg), permitindo que os cubanos igualassem o placar.
Beatriz Souza, por sua vez, colocou o Brasil novamente à frente, vencendo Idalys Ortiz. Entretanto, os cubanos empataram o placar quando Andy Gandra derrotou Rafael ‘Baby’ Silva. O desempate foi necessário, com Baby e Gandra retornando ao tatame. O cubano saiu vitorioso com menos punições (shidôs): duas contra três de Baby.
*Com informações da Agência Brasil.


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