Boxe brasileiro brilha no Pan de Santiago com quatro ouros e melhor campanha da história

O boxe brasileiro fez história no Pan de Santiago, superando todas as expectativas com uma campanha extraordinária. A edição de 2023 do torneio entra para os livros como a de maior sucesso para o boxe brasileiro, com um recorde de quatro medalhas de ouro e um total de 12 pódios conquistados. Esse feito notável foi impulsionado, em grande parte, pelas talentosas atletas femininas, que demonstraram domínio na competição. Carol “Naka” Almeida (50kg), Jucielen Romeu (57kg), Bia Ferreira (60kg) e Barbara Almeida (66kg) subiram ao lugar mais alto do pódio e conquistaram medalhas de ouro em suas respectivas categorias.

Do total de 13 atletas convocados para representar o Brasil no Pan de Santiago, 12 deles atualmente fazem parte do programa Bolsa Atleta, que oferece patrocínio individual a esportistas de alto desempenho pelo Governo Federal. Desses 12, dez estão na categoria Pódio, a mais elevada do programa, enquanto um integra a categoria Internacional e outro a Nacional. O montante anual concedido aos beneficiados pelo edital atual ultrapassa R$ 1,34 milhão. Das nove vagas na final, oito delas foram ocupadas por bolsistas.

O diretor da Confederação Brasileira de Boxe, Mateus Alves, expressou seu orgulho pelo desempenho da equipe feminina, destacando o progresso conquistado pelo Brasil com investimentos em treinamento e participação em competições internacionais. Alves declarou: “Hoje, Brasil e Colômbia são as potências do boxe feminino do continente”.

O Brasil também assegurou cinco medalhas de prata, que ficaram com Tatiana Chagas (54kg), Michael Douglas Trindade (51kg), Wanderley Pereira (80kg), Keno Marley Machado (92kg) e Abner Teixeira (+92kg). Além disso, na quinta-feira, outros três pugilistas garantiram medalhas de bronze: Viviane Pereira (75kg), Luiz Oliveira “Bolinha” (57kg) e Yuri Falcão (63.5kg).

Além do domínio absoluto no quadro de medalhas, o Brasil deixou os Estados Unidos em segundo lugar e Cuba em terceiro. No geral, o Brasil terminou o Pan de Santiago com quatro medalhas de ouro, cinco de prata e três de bronze.

Após o término das competições no Pan, o Brasil se destaca como o país com o maior número de atletas classificados para os Jogos Olímpicos na modalidade, com nove boxeadores assegurando seu lugar em Paris 2024. O Brasil lidera essa lista, superando França e China, que possuem sete atletas cada. A equipe brasileira ainda tem quatro vagas para disputar em pré-olímpicos em fevereiro e maio, consolidando a busca pela classificação nos Jogos Olímpicos.

O diretor da Confederação Brasileira de Boxe, Mateus Alves, enfatizou a importância de estratégias de sorteio para a classificação olímpica: “Vamos buscar (as quatro categorias que ainda não classificaram). Em 13 sorteios, as chances de caírem duas ou três chaves melhores é maior. Não é apenas competência, mas também a capacidade de enfrentar adversários em jogos estratégicos. Às vezes, é mais vantajoso enfrentar um país em particular e evitar adversários difíceis, como Juilo (Cesar La Cruz), na primeira luta. É melhor enfrentá-lo na semifinal ou final”, concluiu Alves.


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