As Nações Unidas celebram o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza sob o lema “Trabalho Decente e Proteção Social: Colocar a dignidade em prática para todos.” Este dia é um lembrete do compromisso global de combater a pobreza extrema, cuja métrica é um rendimento diário inferior a US$ 2,15 por pessoa. Atualmente, mais de 8,4% da população global, o que equivale a cerca de 670 milhões de pessoas, vivem nessa condição.
As projeções até 2030 indicam que, mesmo com esforços contínuos, 7% da população mundial, o equivalente a 575 milhões de indivíduos, ainda enfrentará a extrema pobreza. Este dia não apenas promove a conscientização, mas também incentiva o diálogo entre aqueles que vivenciam a pobreza e a sociedade em geral.
Em 2023, o tema destaca as dificuldades enfrentadas por pessoas submetidas a jornadas de trabalho longas e perigosas, em condições não regulamentadas e com remunerações inadequadas para garantir seu sustento e o de suas famílias. A importância do trabalho decente inclui a capacitação das pessoas, a garantia de salários justos e condições de trabalho seguras, bem como o reconhecimento do valor e da humanidade dos trabalhadores.
A ONU enfatiza a urgência de implementar a proteção social universal para garantir rendimentos seguros para todos, com uma atenção especial aos grupos mais vulneráveis da sociedade.
O apelo é claro: a dignidade humana deve orientar as decisões políticas, priorizando avanços nos direitos humanos e na justiça social em detrimento da busca de lucro empresarial. A ONU insta à formação de parcerias sólidas entre governos, empresas e organizações da sociedade civil em nível global, para alcançar um desenvolvimento equitativo e garantir que ninguém seja excluído ou deixado para trás.
Neste ano, o foco é na solidariedade com as pessoas que vivem na pobreza e no compromisso com uma economia justa que priorize o bem-estar humano e ambiental em vez de prioridades financeiras.
Para abordar a erradicação da pobreza de forma eficaz, o administrador do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) propõe que os países criem condições para novos empregos dignos, principalmente em parceria com o setor privado, responsável por cerca de 90% das oportunidades de emprego nos países em desenvolvimento. Além disso, os países devem buscar meios de oferecer apoio essencial às pessoas que vivem na pobreza.
Por fim, o chefe do Pnud defende uma abordagem que vá além do Produto Interno Bruto e promova métricas para combater as causas profundas da pobreza, impulsionando o progresso em direção aos objetivos globais de maneira mais eficaz.
*Com informações da Nações Unidas.


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