Cigarro eletrônico: A ameaça silenciosa que atinge garganta, ouvido e nariz

O vício em cigarros eletrônicos, cada vez mais disseminado, tem gerado preocupações entre especialistas de saúde, que alertam para os perigos que vão além das graves doenças pulmonares. Recentemente, a cantora Solange Almeida revelou os danos que sofreu após seu uso desse dispositivo e o tratamento que precisou iniciar para combater as sequelas.

Apesar de campanhas contra o tabagismo, o cigarro eletrônico, também conhecido como “vape,” atrai principalmente os jovens, que muitas vezes desconhecem os riscos. O otorrinolaringologista André Apenburg, diretor médico da Otorrino Center, ressalta que os dispositivos eletrônicos para fumar não são seguros, pois contêm substâncias tóxicas além da nicotina.

O que poucos sabem é que o uso do cigarro eletrônico também está associado a danos na garganta, provocando inflamações crônicas que podem levar ao aparecimento de tumores nessa região. Além disso, problemas de audição estão sendo relatados devido à diminuição do fluxo sanguíneo na cóclea, o órgão responsável por captar e transmitir os sons ao cérebro.

O cigarro eletrônico contém substâncias químicas altamente nocivas, como o cianeto de hidrogênio, que bloqueia a recepção de oxigênio pelo sangue quando usado em altas concentrações, segundo o otorrinolaringologista Edson Bastos.

O nariz também sofre com o uso do cigarro eletrônico, pois a exposição à fumaça aumenta a irritabilidade do órgão, agravando sintomas clínicos de condições como rinite.

Os especialistas enfatizam a importância de consultar um otorrinolaringologista em casos de rouquidão, problemas na voz, dificuldades de respiração e audição. Além disso, alertam para o aumento da prevalência de câncer de boca em fumantes e pessoas que consomem álcool.


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