Enquanto o mundo ainda estava perplexo com o início de um novo conflito no Oriente Médio, o Governo Federal brasileiro agiu rapidamente para trazer de volta em segurança os cidadãos brasileiros que estavam na zona de conflito. Menos de uma semana após o início dos conflitos, 701 brasileiros já estão de volta ou a caminho de suas casas. Isso se tornou possível devido à mobilização de quatro aeronaves da Força Aérea Brasileira, incluindo um avião presidencial, para operações de resgate.
No sábado (07/10/2023), um gabinete de crise foi estabelecido, envolvendo as embaixadas do Brasil em Tel Aviv, Cairo e o Escritório de Representação em Ramala, na Palestina. Foi criado um formulário online para ajudar a identificar os brasileiros em situação de dificuldade, com mais de 2,7 mil expressando interesse em retornar. Critérios de prioridade foram aplicados, incluindo brasileiros sem passagens, não residentes, gestantes, idosos, mulheres e crianças.
O governo também organizou o transporte de ônibus das principais cidades israelenses para o aeroporto de Tel Aviv, e voos de repatriação já ocorreram em Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo e Recife, com a continuação das operações para garantir o retorno de todos os brasileiros.
O processo de resgate envolveu uma colaboração abrangente, incluindo servidores do Ministério da Agricultura que facilitaram o embarque de animais de estimação, além do trabalho conjunto de servidores do Itamaraty e ministros do governo. Conversas diplomáticas foram cruciais para garantir a segurança nas travessias de fronteira e o uso do espaço aéreo em países da região, permitindo que 22 brasileiros em Gaza cruzassem a fronteira terrestre com o Egito para retornar ao Brasil.
Além disso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve conversas significativas com líderes da região, incluindo o presidente de Israel, Isaac Herzog, reforçando a importância da preservação de vidas inocentes em meio ao conflito e pedindo a criação de um corredor humanitário para a entrega de suprimentos essenciais.
Os voos de repatriação também contaram com equipes de médicos, enfermeiros e psicólogos, demonstrando a preocupação do governo com a saúde física e mental dos brasileiros afetados por essa crise.


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