Nesta segunda-feira (08/10/2023) as ruas do Pelourinho ganharam vida com o vibrante desfile do Cortejo Afro, marcando mais um dia da nova programação musical fixa do Centro Histórico de Salvador. Acompanhados por turistas e locais, o Cortejo Afro partiu de sua sede na rua Santa Izabel, passou pelo Terreiro de Jesus e encerrou sua performance no Largo do Pelourinho. Este evento é o terceiro da série, após a estreia no sábado com a banda Didá e a presença dos Filhos de Gandhy no domingo. Nas próximas quarta e quinta-feira, respectivamente, Muzenza e a banda d’A Mulherada completarão a emocionante série de “AfroCortejos”, que se tornou uma atração fixa na cidade.
O projeto, anunciado pelo titular da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, Pedro Tourinho, na última sexta-feira, durante a primeira apresentação da Orkestra Rumpilezz na Escadaria do Passo, faz parte de um calendário fixo destinado a celebrar e apoiar os artistas e blocos que fazem parte do Centro Histórico, permitindo que tanto a população local quanto os visitantes apreciem suas apresentações.
Essa programação também marca o retorno do “Cole no Centro”, uma iniciativa criada no Carnaval deste ano que visa a reocupação do Distrito Cultural do Centro Histórico e Comércio de Salvador, com a promoção da cultura e o fortalecimento da economia regional.
O presidente do Cortejo Afro, Rogério Alves, expressou sua alegria com a tradição e vitalidade do grupo no Centro Histórico. “Apresentações como essa, com um verdadeiro desfile na rua, nos trazem imensa alegria, pois é um formato que amamos e que mantemos durante o Carnaval. Isso nos permite uma conexão e uma troca de energia com o público. Não poderíamos pedir um aquecimento melhor para o Verão”, comentou.
Os espectadores também demonstraram entusiasmo com a iniciativa. Olita Martins, uma gaúcha que acompanhou o desfile do Cortejo Afro até o final, elogiou a importância do evento. “Aqui é um dos lugares mais bonitos que temos, com cultura e história vivas. A iniciativa de trazer os blocos afro para desfilarem aqui, de graça, é muito boa e importante, pelo que eles representam, pela força e pela história que carregam, pelo trabalho nas comunidades. Além disso, não há como não sair animado atrás deles”, ressaltou.


Deixe um comentário