Nesta quinta-feira (28/09/2023), é celebrado o Dia Mundial Contra a Raiva, uma data que visa conscientizar sobre a importância da imunização de cães e gatos contra essa doença que é quase sempre fatal, inclusive para seres humanos.
As vacinas contra a raiva são disponibilizadas gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde em todo o país e devem ser aplicadas anualmente. A Dra. Taliha Perez, médica veterinária e coordenadora de vigilância de zoonoses do Rio de Janeiro, enfatiza que a imunização de animais domésticos desempenha um papel crucial na proteção da saúde humana. “A raiva é uma doença que se classifica como zoonose, e é 100% letal. Existem poucos casos de sobrevivência, e mesmo nesses casos, as pessoas frequentemente ficam em estado vegetativo. Por isso, é fundamental cuidar e garantir que cada um faça sua parte, levando seus animais para vacinar”.
A economista Maíra Leão levou todas as suas cadelas para receberem a imunização. “Todos os cães em nossa casa estão vacinados. Não podemos correr o risco de nossos cachorros ficarem doentes ou morrerem de raiva. Isso é inaceitável. Eles frequentam parques, brincam com outros cães, então manter a vacinação contra a raiva em dia é crucial.”
A aposentada Marta Maria da Silva levou sua cadelinha, que tem paralisia, para ser vacinada. Ela afirma: “É importante cuidar tanto das pessoas quanto dos animaizinhos para evitar a doença e prevenir a transmissão para outras pessoas”.
Com um gatinho no colo, a técnica de enfermagem Kátia Gusmão Câmara ressaltou que a maioria das pessoas associa a raiva apenas a cães, mas enfatiza que a vacinação de gatos também é essencial. “Ouvimos muito sobre cães com raiva, mas quase não ouvimos sobre gatos. No entanto, não devemos esquecer de incluí-los na prevenção contra a raiva.”
Preocupações com casos recentes A preocupação com a raiva aumentou após a confirmação de um caso em um cão em São Paulo no final de agosto. Esse foi o primeiro caso de infecção em um cão na região desde 1997. A raiva é uma doença infecciosa que afeta mamíferos e não possui cura.
De acordo com o Ministério da Saúde, ao longo dos anos, a vacinação contribuiu para a redução do número de casos no país. Em 1999, foram registrados 1,2 mil casos positivos de raiva em cães, enquanto em 2022 foram apenas sete diagnósticos. Atualmente, a maioria dos infectados pela doença são animais silvestres. No caso de seres humanos, desde 2010, houve 47 casos no Brasil, sendo nove deles transmitidos por cães, quatro por gatos e a maioria, 24 casos, por morcegos. Houve também transmissões por animais como raposas e macacos.
Alerta e cuidados Os animais com raiva demonstram sinais como incapacidade de beber água e comportamento agressivo anormal. Se um animal for mordido ou arranhado por outro, como morcegos, é recomendável levá-lo a um veterinário. Se uma pessoa for mordida por um animal, é essencial lavar o local do ataque com água corrente e sabão e buscar atendimento médico o mais rápido possível.
*Com informações da Agência Brasil.


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