Governo e CBF assinam acordo para cruzamento de dados de torcedores

Nesta quarta-feira (20/09/2023), os ministérios da Justiça e Segurança Pública e do Esporte, em parceria com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), firmaram um acordo histórico de cooperação técnica que visa o monitoramento e cruzamento de dados dos torcedores que frequentam os estádios e arenas em todo o país. O projeto, denominado “Estádio Seguro”, tem como objetivo primordial a implementação de políticas de segurança e o controle eficaz do público presente nesses locais de entretenimento esportivo.

A iniciativa surge com a intenção de resgatar a ideia de que os estádios são espaços de celebração esportiva, diversão e convivência familiar. Durante a cerimônia de assinatura do acordo, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, destacou a importância do futebol brasileiro como um símbolo da nacionalidade do Brasil, capaz de unir as pessoas, independentemente de suas diferenças.

Segundo Flávio Dino, as ações do projeto “Estádio Seguro” abrangem medidas de prevenção e repressão de infrações penais, bem como restrições de acesso nas proximidades dos estádios. Para alcançar esse objetivo, serão utilizados mecanismos de inteligência e tecnologia para identificar torcedores com medidas judiciais de afastamento dos estádios, pessoas desaparecidas e indivíduos com mandados de prisão em aberto.

O ministro enfatizou ainda que o acordo não se limita ao futebol, sendo aberto para entidades de outras modalidades esportivas. “O acordo está aberto para todo mundo do esporte, porque ele permite, simplesmente, o diálogo de sistemas, em que ingressos com CPF vão permitir a consulta da base de dados da segurança pública”, explicou Flávio Dino.

Um projeto-piloto já está em andamento no icônico estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, desde o final do ano passado. Através da utilização de catracas inteligentes, a tecnologia identifica torcedores com mandados em aberto ou restrições judiciais, bloqueando imediatamente o acesso de indivíduos nessas condições.

Embora a adesão das federações estaduais, distritais e dos clubes de futebol ao projeto seja voluntária, o presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, enfatizou que essa iniciativa será um aliado crucial no combate à violência e ao racismo nos estádios. Ednaldo afirmou: “Com racismo não tem jogo, com violência não tem jogo, com o crime não tem jogo. O torcedor irresponsável e criminoso pode ter uma certeza: será identificado e punido”.

A previsão é que o “Estádio Seguro” entre em operação ainda este ano, nas partidas das séries A e B do Campeonato Brasileiro, impactando desde a venda dos ingressos até o acesso aos estádios. O acordo também tem como objetivo coibir a prática de cambismo, implementando a venda individualizada de ingressos vinculados ao CPF do torcedor, tornando inutilizáveis aqueles com CPF inválido vendidos por cambistas.

Além disso, o ministro do Esporte, André Fufuca, destacou a importância dessa medida para fortalecer a candidatura do Brasil como sede da Copa do Mundo Feminina de Futebol, em 2027, enfatizando a necessidade de estádios seguros para as famílias.

*Com informações da Agência Brasil.


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