O centenário do poeta e compositor paraense Ruy Barata é celebrado com um tributo musical que reúne uma constelação de talentos da música brasileira. O álbum intitulado “A Música de Paulo André e Ruy Barata” será lançado na quinta-feira (21/09/2023), nas plataformas digitais, e uma edição física em CD duplo está prevista em breve pela gravadora Biscoito Fino.
Ruy Barata, figura icônica da cultura paraense, é lembrado por seu legado como poeta, homem das artes e da cultura brasileira. Em parceria com seu filho, o também compositor Paulo André Barata, ele compôs uma vasta obra musical que ganha destaque neste tributo.
O projeto reúne mais de 20 intérpretes de renome, incluindo Fafá de Belém, Leila Pinheiro, Mônica Salmaso, Maria Rita, Zeca Pagodinho, Zé Renato, Áurea Martins, Zeca Baleiro e Jane Duboc, entre outros. A produção do álbum ficou a cargo de José Milton, conhecido por seu trabalho com diversos artistas renomados.
“A Música de Paulo André e Ruy Barata” apresenta composições da dupla, algumas em colaboração com outros parceiros, e oferece uma jornada musical que abrange gêneros como bolero, merengue, MPB, samba e carimbó. Com arranjos e regências de nomes como Cristóvão Bastos, Jacinto Kahwage, Luiz Pardal e Rildo Hora, o álbum reflete a riqueza da obra de Ruy Barata, que faleceu em 1990.
O elenco estelar do tributo inclui não apenas artistas paraenses, mas também talentos de todo o Brasil, como Mônica Salmaso, Maria Rita, Zeca Pagodinho e Joyce Moreno. Cada artista empresta sua voz única a uma das músicas do repertório, criando uma homenagem vibrante e diversificada ao legado de Ruy Barata.
A clássica “Foi Assim” ganha uma nova versão nas mãos de Maria Rita, enquanto Fafá de Belém brilha em faixas como “Porto Caribe” e “Tronco Submerso”. O carimbó contagia em “Este rio é minha rua”, interpretada por Pinduca e Dona Onete, enquanto Leila Pinheiro dá vida a “Mesa de bar” e Mônica Salmaso encanta com “Pauapixuna”. A bossa nova de “Moldura Antiga” recebe uma interpretação especial de Joyce Moreno e o Quarteto do Rio.
O tributo não apenas celebra a genialidade de Ruy Barata, mas também destaca sua abordagem da “letra regional” como uma manifestação política. Como ele mesmo afirmou: “O regional foge a essa imposição”. Assim, através de suas canções, Ruy Barata deixou um legado que transcendeu fronteiras e se tornou universal.


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