Um novo estudo realizado pelo Instituto de Política Estratégica Australiana (ASPI) revelou que a China dominou a pesquisa em tecnologia avançada em cerca de 80% das áreas consideradas críticas, incluindo hipersônica e drones submarinos. O estudo analisou os 10% dos artigos acadêmicos mais citados publicados entre 2018 e 2022, identificando a China como o país com o maior número de artigos mais citados em 19 das 23 áreas de pesquisa essenciais para a parceria de segurança trilateral entre os Estados Unidos, o Reino Unido e a Austrália, conhecida como AUKUS.
O relatório do ASPI revelou que a China se destacou em 19 das 23 áreas críticas, com 73,3% da produção de pesquisas de alto impacto relacionadas à detecção, rastreamento e caracterização hipersônica, além de 56,9% das pesquisas importantes em veículos subaquáticos autônomos. A competição entre a China e os Estados Unidos é particularmente acirrada em campos como inteligência artificial e tecnologia quântica.
Na área de inteligência artificial, a China lidera em quatro dos seis campos, incluindo drones. Enquanto isso, os Estados Unidos mantêm a liderança na projeção e fabricação de circuitos integrados avançados. Em relação à tecnologia quântica, tanto a China quanto os Estados Unidos lideram em dois dos quatro campos, com vantagens distintas em cada um deles.
A pesquisa destaca o ambicioso objetivo da China de se tornar uma das principais potências de fabricação do mundo até 2049, no centenário da República Popular da China. Para alcançar esse objetivo, a China está concentrando esforços em dez áreas-chave, incluindo novas tecnologias da informação, semicondutores, alta tecnologia naval e ferramentas de controle numérico para robôs avançados.
A pesquisa do ASPI também destaca a competição global por talentos em tecnologia de ponta. Os líderes do G7 e do Quad concordaram em promover investimentos em áreas críticas, como tecnologia quântica, e em incentivar a circulação de talentos em tecnologia de ponta. No entanto, os Estados Unidos têm aplicado restrições crescentes sobre a exportação de chips e tecnologias relacionadas para a China, o que gerou medidas de retaliação por parte de Pequim.
A pesquisa do ASPI enfatiza a crescente influência da China no cenário global de pesquisa e desenvolvimento tecnológico e as implicações significativas para a competição geopolítica e tecnológica entre as principais potências mundiais.
*Com informações da Sputnik Brasil


Deixe um comentário