O Dia do Sexo, celebrado na quarta-feira (06/09/2023), é uma data que nos lembra da importância da intimidade e conexão entre parceiros. No entanto, é fundamental compreender que a sexualidade é uma área altamente variável, e para algumas pessoas, a libido pode ser uma questão complexa, muitas vezes devido a condições como o Transtorno do Desejo Sexual Hipoativo (TDSH), que afeta tanto homens quanto mulheres.
Segundo a ginecologista da Hapvida Notredame Intermédica, Dra. Ivone Nascimento, o TDSH é caracterizado pela persistente diminuição ou até mesmo ausência de desejo e fantasias sexuais por um período igual ou superior a seis meses. Esta condição multifatorial pode ter várias origens, incluindo fatores hormonais, físicos, psicológicos, emocionais, e até mesmo influência de medicamentos e outras patologias.
Entre os sintomas mais comuns do TDSH, destaca-se a diminuição do apetite sexual e, consequentemente, dificuldades em responder a estímulos. “Tudo isso causa muito sofrimento, distanciamento do casal e baixa autoestima do indivíduo”, alerta a médica. Ela também enfatiza que o tratamento adequado deve combinar terapia física e psicológica, e que alguns pacientes podem necessitar de reposição hormonal, fisioterapia urogenital e medicamentos.
Para manter uma vida sexual saudável ao longo da vida, especialmente nos relacionamentos de longa duração, a Dra. Ivone Nascimento destaca a importância da dinâmica da relação. Ela menciona que, no caso das mulheres, o interesse sexual começa muito antes do ato sexual em si, envolvendo romantismo e um bom relacionamento geral. A interação do casal, compartilhar valores, atividades a dois e objetivos em comum também desempenham um papel fundamental na construção de uma vida sexual gratificante.
A especialista enfatiza que a compreensão, empatia e apoio mútuo desempenham um papel crucial na superação dos desafios relacionados à libido e na construção de relacionamentos saudáveis e gratificantes. Além disso, ela destaca que uma vida sexual satisfatória não afeta apenas o ato em si, mas também tem impacto positivo na vida e interação do casal como um todo.
“Quando a relação sexual não está bem, é importante investigar a pessoa como um todo”, afirma a Dra. Ivone Nascimento. A insatisfação sexual geralmente está interligada com problemas em vários aspectos da vida da pessoa, sejam eles sociais, hormonais ou relacionais. “Nascemos para a felicidade, para bons relacionamentos, para o prazer físico, emocional e social”, conclui a médica, enfatizando a busca pela satisfação sexual como parte integrante da busca por uma vida plena e feliz.


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