Economia Criativa Brasileira Projetada para Gerar 1 Milhão de Empregos até 2030

A economia criativa no Brasil está pronta para uma expansão significativa nos próximos anos, com a previsão de criar um milhão de empregos até 2030, de acordo com um estudo do Observatório Nacional da Indústria (ONI) da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Atualmente, o setor emprega 7,4 milhões de trabalhadores e representa 3,11% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. A crescente necessidade de inovação e criatividade, especialmente na produção de conteúdo digital, impulsionará o crescimento das profissões relacionadas à economia criativa. Além disso, a dimensão tecnológica, incluindo o desenvolvimento de produtos digitais, será um dos principais impulsionadores desse crescimento.

Profissionais da economia criativa têm, em média, 1,8 ano a mais de estudo do que outros profissionais e recebem salários 50% mais altos. O salário médio no setor é de R$ 4.018, em comparação com a média de R$ 2.691 em outras áreas. A concentração de empresas de economia criativa é maior no Sudeste e no Sul do Brasil, mas outras regiões também estão mostrando um crescimento promissor no setor. A indústria criativa abrange áreas como publicidade, tecnologia da informação, desenvolvimento de software, cinema, rádio, TV, design e muito mais.

Enquanto o setor de economia criativa se expande, o Congresso Nacional está considerando o Projeto de Lei 2.732/2022, que propõe a criação da Política Nacional de Desenvolvimento da Economia Criativa. Esse projeto busca promover parcerias entre empresas e universidades para qualificação profissional, desenvolver infraestrutura para setores criativos, fortalecer ecossistemas de inovação em territórios criativos e investir em políticas públicas para o setor. Embora esse projeto possa ser essencial para o fortalecimento da economia criativa, atualmente, ele enfrenta outras prioridades no governo federal.

*Com informações da Agência Brasil.


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