Uma reviravolta política abalou o Gabão nesta quarta-feira (30/08/2023), quando um grupo de militares anunciou o “fim do atual regime” no país após os resultados oficiais das eleições presidenciais terem declarado a reeleição do presidente Ali Bongo Ondimba. Após 14 anos no poder, Bongo foi detido em sua residência por oficiais do exército. O golpe foi recebido com condenação internacional, enquanto a população tomou as ruas da capital Libreville em meio a um clima de festa.
O comunicado dos militares foi transmitido pelo canal de notícias Gabon 24, sediado na presidência do país. O grupo alegou que as eleições de 26 de agosto foram anuladas devido a resultados manipulados e à falta de transparência na votação. “Estão anuladas as eleições de 26 de agosto e os resultados manipulados”, declarou um dos militares em nome do grupo. As instituições do país foram dissolvidas e as fronteiras foram fechadas até novo aviso.
A França, antiga potência colonial, condenou o golpe militar, enquanto o Kremlin expressou preocupação e a China acompanha a situação de perto. O país, rico em petróleo e governado pela família Bongo por mais de 55 anos, vivenciou o golpe que resultou na prisão domiciliar do presidente Ali Bongo e na detenção de outras autoridades de alto escalão.
Esse evento representa mais uma manifestação de instabilidade política em países africanos e revela um contágio de golpes de Estado na região. O Gabão, outrora governado pela família Bongo, agora enfrenta um período de incerteza política e possíveis mudanças no cenário nacional.


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