Cortejo Artístico Celebra Dia da Cultura Popular no Centro Histórico de Salvador

Em uma vibrante celebração do Dia da Cultura Popular, a Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb), por meio do Centro de Formação em Artes (CFA), realizou nesta terça-feira (22/08/2023) o Cortejo Artístico Sob o Sol da Liberdade, que percorreu as ruas do Centro Histórico de Salvador. O evento marcou não apenas a riqueza cultural do estado, mas também homenageou o bicentenário da Independência do Brasil na Bahia.

O cortejo envolveu 19 alas, cada uma ancorada nos princípios da decolonialidade, buscando trazer à luz outras histórias e narrativas. Cerca de 500 estudantes e professores dos cursos da Funceb/CFA participaram das alas, além de integrantes de grupos culturais icônicos como Olodum, Banda Didá, Ilê Aiyê e Filhos de Gandhi.

A diretora geral da Funceb, Piti Canella, enfatizou a importância de preservar e valorizar a cultura popular, destacando a amplitude e diversidade da Bahia. “A Bahia é um estado tão grande quanto alguns países da Europa, e a gente tem 27 territórios de identidade. Então celebrar, fazer parte da educação dessas crianças, que estão aqui na escola de dança, é uma forma de saudar essa memória, essa cultura tão presente no nosso dia a dia, e sem esquecermos do passado, dessas histórias, reviver tudo isso no contexto artístico”, destacou.Fei

O cortejo proporcionou aos jovens artistas uma oportunidade única de intercâmbio cultural e aprendizado, conforme ressaltou a coordenadora do Curso Preparatório da Escola de Dança da Funceb, Rose Bárbara. “Vivenciar esse espaço aberto é muito importante para o aluno, porque uma coisa é dançar na sala de aula, outra coisa é dançar dentro do teatro, outra coisa é você dançar para o público em um evento de grande esfera, que envolve toda a comunidade local, além de turistas. É uma experiência para aquelas crianças que têm o desejo de seguir na carreira artística”, explicou.

O evento também influenciou positivamente a perspectiva cultural dos participantes. Aluna do curso Preparatório em Dança, Émile Daiana destacou a contribuição dessas ações para a compreensão da dança africana e da cultura popular: “Esses eventos agregam ainda mais aos nossos conhecimentos e demonstram a cultura popular, a dança para os povos. O Cortejo ajuda a diminuir o preconceito com a dança africana, por exemplo”, disse Émile.

*Com informações da Agência Brasil.


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