A Praça Municipal, localizada no Centro de Salvador, recebeu uma ilustre visita: a imagem peregrina de Santa Dulce dos Pobres. O monumento representa a primeira santa brasileira, consagrada pelo Vaticano em 13 de agosto, e foi escolhido para iniciar uma jornada por outros 13 pontos da capital baiana. O evento faz parte da extensa programação em celebração a Santa Dulce dos Pobres, com o tema “Santa Dulce: modelo da vida cristã e intercessora da nossa vocação à santidade” em destaque neste ano.
A estátua peregrina de Santa Dulce se tornou um verdadeiro ponto de atração para baianos e turistas, que se emocionam ao conhecer a história e os feitos da primeira santa brasileira. Entre os visitantes, a pedagoga aposentada Inês Maria Andrade, paulista, já se encantou com a imagem durante sua quinta visita a Salvador. “Fico emocionada com a coincidência, já que na última vez que estive aqui foi exatamente nos dias da beatificação”, revelou.
A uruguaia Lucia Reyes, por sua vez, não conhecia a história de Dulce dos Pobres, mas se sentiu atraída pela imagem da santa e decidiu aprender mais com a ajuda da guia turística Ana Beatriz Santos. A guia conta sobre a dedicação de Santa Dulce à caridade e aos pobres, assim como o trabalho da Osid (Obras Sociais Irmã Dulce), que ela fundou para ajudar os menos favorecidos.
A coordenadora do voluntariado da Osid, Fabiana Torres, destacou a intensa movimentação em torno da imagem e compartilhou que a estátua peregrina passará por vários outros locais em Salvador, incluindo o Farol da Barra, Rio Vermelho, Itapuã, Santo Antônio Além do Carmo, entre outros.
Além da peregrinação da imagem, o início das comemorações contou com uma missa no Santuário Santa Dulce dos Pobres, no Largo de Roma, seguida pela inauguração de uma galeria de arte a céu aberto na Avenida Dendezeiros, no Bonfim, com grafites inspirados na Mãe dos Pobres e seu legado de amor, fé, humildade e solidariedade.
Até o domingo (13/08/20203), a Prefeitura de Salvador e as Obras Sociais Irmã Dulce promovem uma programação festiva dedicada à religiosa, com diversas atividades culturais, como peças teatrais, filmes e atrações musicais, além de uma quermesse, para celebrar a vida e a obra da primeira santa brasileira.


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