O Brasil teve um dia memorável no Mundial de Natação Paralímpica em Manchester, Inglaterra, conquistando seis pódios, sendo quatro deles com medalhas de ouro. A equipe brasileira demonstrou excelência nas provas, superando seus adversários e estabelecendo novos recordes.
Um dos grandes destaques foi o mineiro Gabriel Araújo, carinhosamente chamado de Gabrielzinho, que garantiu o bicampeonato na prova dos 100 metros costas, na classe S2 (limitação físico-motora), e ainda bateu o recorde das Américas, finalizando a prova em impressionantes 1min55s34. Gabrielzinho superou o chileno Alberto Abarza, que detinha o melhor tempo do continente na prova, e o polonês Jacek Czech.
“É a prova mais difícil para mim. Mas a cada treino e competição, eu tenho aprendido mais. Era o único recorde das Américas que não era meu e cheguei com o objetivo de batê-lo. Agora, podem pesquisar recordes das Américas e todos, entre as provas que disputo, estarão com meu nome, Gabriel Araújo”, declarou o nadador de 21 anos.
Outro atleta brasileiro que brilhou foi o paulista Samuel de Oliveira, de apenas 17 anos, que assegurou a vitória nos 50 metros borboleta, na classe S5 (comprometimento físico-motor), estabelecendo um novo recorde da competição e das Américas com o tempo de 31s21. Na segunda-feira (31), Samuel já havia conquistado o bronze nos 50 metros livre.
“É uma sensação única. Estou muito feliz. O esforço tem valido a pena. É uma prova muito difícil, porque qualquer erro pode tirar a medalha. Confesso que não fiz um tempo que imaginava. Foi melhor do que estava planejando. Consegui, também, graças ao acompanhamento psicológico que tenho feito”, revelou o atleta.
Além de Gabriel e Samuel, a pernambucana Carol Santiago também mostrou seu talento ao conquistar três medalhas de ouro no Mundial, sendo a última delas nos 50 metros livre, na classe S12 (baixa visão), com quebra de recorde ao finalizar a prova em 26s71. A competidora brasileira já havia arrematado ouro nos 100 metros costas e borboleta nesta edição do campeonato.
E a emoção não parou por aí. As gêmeas paranaenses Débora e Beatriz Carneiro garantiram uma dobradinha de ouro e prata nos 100 metros borboleta da classe S14 (deficiência intelectual). Débora quebrou o recorde das Américas duas vezes, primeiro nas eliminatórias e depois na final, ao atingir o tempo de 1min15s10. A irmã Beatriz chegou em segundo, e a australiana Paige Leonhardt conquistou o terceiro lugar.
“Nós mentalizamos esse tempo de 1min15, escrevemos em nossos cadernos e conseguimos”, declarou Beatriz emocionada. Débora também comemorou o resultado, afirmando que foi uma alegria imensa conquistar seu primeiro ouro em um Mundial.
Com essa performance excepcional dos nadadores brasileiros, o país alcançou a quarta posição no quadro de medalhas do Mundial de Natação Paralímpica, mostrando o crescente potencial do Brasil nesse esporte.
A competição continua até o próximo domingo (06/08/2023), e os fãs de natação paralímpica podem acompanhar as provas ao vivo na conta do Comitê Olímpico Internacional (Paralympic Games) no YouTube.
*Com informações da Agência Brasil.



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