A três dias da abertura do Mundial de Futebol Feminino, a equipe australiana, conhecida como Matildas, levanta sua voz em busca de igualdade salarial no esporte. As atletas divulgaram um vídeo onde denunciam a disparidade de gênero no prêmio oferecido às vencedoras da competição, expressando apoio às colegas que tiveram negado o “direito básico” de chegar a um acordo coletivo em suas negociações salariais.
O vídeo, respaldado pelo sindicato dos jogadores profissionais da Austrália, destaca uma importante questão que tem se mostrado um desafio em diversas seleções que disputam o torneio, que está prestes a começar na próxima quinta-feira (20/07/2023).
As Matildas têm uma história de luta por melhores salários no futebol feminino. Em 2015, elas protagonizaram uma greve reivindicando remunerações mais justas, e desde o acordo coletivo de 2019, têm recebido a mesma porcentagem mínima de premiação em dinheiro que a seleção masculina australiana, os Socceroos.
Apesar dos avanços conquistados, as atletas ainda competirão no torneio por uma fração ínfima da premiação total de 440 milhões de dólares oferecidos às seleções masculinas na Copa do Mundo do ano passado no Catar.
No vídeo divulgado pelas Matildas, é destacado o fato de que 736 jogadoras de futebol têm a honra de representar seus países no maior palco deste torneio, porém, muitas ainda não têm o direito básico de se organizar e negociar coletivamente. O apelo é por igualdade de condições com os homens.
A Fifa, órgão regulador global do futebol, até o momento não se pronunciou sobre a denúncia das atletas australianas.
A premiação total da Copa do Mundo Feminina é de 110 milhões de dólares, um valor cerca de 300% maior do que a quantia oferecida no torneio de 2019 realizado na França. Essa significativa diferença ressalta a importância de abordar a disparidade salarial entre os torneios masculino e feminino, e destaca a necessidade de garantir equidade e valorização para as mulheres no esporte. A voz das Matildas ecoa pelo mundo, levando ao debate uma questão que merece atenção e mudança.
*Com informações Agência Brasil.


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