Passagem de bastão: Marta lidera geração em última Copa do Mundo

A Copa do Mundo Feminina de 2023, realizada na Austrália e na Nova Zelândia, traz para o Brasil um momento simbólico de passagem de bastão no futebol feminino. Enquanto a craque Marta, maior artilheira da história da seleção em todas as categorias, participa pela sexta e última vez de um Mundial, outras 11 jogadoras brasileiras estreiam no maior evento da modalidade, unindo-se em busca de um título inédito para o país.

Com 37 anos, Marta representa o elo entre a atual geração e a equipe que foi vice-campeã mundial em 2007 e ganhou medalhas olímpicas em 2004 e 2008. Nesta edição, a atleta enfrentará o desafio de disputar um campeonato de alto nível sem a presença de duas grandes companheiras de equipe: a volante Formiga e a atacante Cristiane, que não foram convocadas pela técnica Pia Sundhage, mesmo com pedidos da torcida para a inclusão de Cristiane.

Outras 11 jogadoras já têm experiência prévia em Copas do Mundo, mas é Marta quem se destaca entre as veteranas. Eleita seis vezes a melhor jogadora do mundo, a alagoana de Três Riachos é a maior artilheira em Copas, incluindo torneios masculinos, com 17 gols em cinco participações entre 2003 e 2019. Apenas a atacante canadense Christiane Sinclair conseguiu esse feito.

Com a despedida de Marta, fica a pergunta: quem assumirá o bastão deixado pela Rainha do futebol? O atual grupo já conta com algumas candidatas para liderar a equipe no futuro, como as meias Ary Borges e Kerolin, de 23 anos, que se firmaram como titulares após a Olimpíada. A volante Angelina, também de 23 anos, teve uma chamada de última hora para os Jogos de Tóquio e ganhou destaque na seleção.

Outro destaque promissor é Aline Gomes, meia-atacante de apenas 18 anos, que em um curto período defendeu o Brasil nos Mundiais sub-17 e sub-20, mostrando sua qualidade e talento para a seleção principal. Além dela, as jogadoras Bruninha (21 anos) e Lauren (20), que participaram do último Mundial sub-20, também têm presença garantida nas próximas etapas da seleção feminina.

Um dos destaques do trabalho de Pia Sundhage à frente da seleção foi a renovação do time, com a inclusão de jogadoras das seleções de base. A técnica sueca levou para a equipe nomes como Tainara, Micaelly, Jaqueline, Ana Vitória, Duda Sampaio e Nycole, que ajudaram a renovar o elenco e se consolidaram na seleção principal.

Pia Sundhage, de 63 anos, tem a chance de conquistar um título inédito neste Mundial. Como treinadora, ela já levou os Estados Unidos ao ouro olímpico em 2008 e 2012, mas na Copa do Mundo ficou perto do título em algumas ocasiões, sendo vice-campeã em 2011.

A campanha da seleção brasileira com Pia Sundhage tem sido expressiva, com 33 vitórias, 12 empates e nove derrotas em 54 jogos, marcando 124 gols e sofrendo 40. Após conquistar a Copa América em 2022, garantindo vaga nas Olimpíadas de Paris em 2024, Pia busca agora a glória na Copa do Mundo.

No torneio deste ano, o Brasil está no Grupo F, ao lado de França, Jamaica e Panamá. A estreia será contra o Panamá na próxima terça-feira (24), seguido por jogos contra a França no dia 29 e a Jamaica no dia 2 de agosto. A equipe buscará a classificação para as oitavas de final, onde enfrentará os classificados do Grupo H.

O Panamá é um dos oito estreantes em Copas e tem a posição mais baixa no ranking FIFA entre as equipes do grupo. A França, algoz do Brasil na última Copa, traz consigo um time renovado sob o comando de Hervé Renard, enquanto a Jamaica, também conhecida das brasileiras, conta com a destaque Khadija Shaw para apresentar resistência.

A seleção brasileira mostra-se pronta para encarar os desafios do Mundial e com Marta liderando a equipe em sua última participação, a emoção e expectativa são ainda maiores para uma campanha histórica no futebol feminino.

*Com informações Agência Brasil.


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