A 14ª edição da Feira Baiana da Agricultura Familiar e Economia Solidária, realizada no Parque Costa Azul em Salvador, coloca em evidência a diversidade cultural e as riquezas artesanais dos povos indígenas e das comunidades quilombolas. As Tendas Indígena e Quilombola se destacam, proporcionando aos visitantes uma imersão nas tradições e habilidades dessas comunidades. Roupas customizadas, biojoias, cerâmicas e ervas medicinais são apenas alguns dos elementos que refletem a conexão profunda com a natureza e a herança cultural desses povos. A feira, aberta ao público, não apenas oferece a oportunidade de adquirir peças únicas, mas também promove a valorização e preservação das tradições desses grupos, transformando as tendas em vitrines culturais imperdíveis.
Entre os participantes, a Associação dos Pequenos Produtores Rurais Indígenas Kiriri, de Barreiras, destaca-se com peças em cerâmica, madeira, osso, coco e sementes, enquanto a Associação Raízes do Quilombo Pitanga de Palmares, de Simões Filho, marca presença na Tenda Quilombola. Para Luciana Kiriri, da Associação Kiriri, a feira é uma oportunidade de exibir o trabalho das aldeias indígenas do Oeste, enquanto Claudinea Conceição dos Santos, da Associação Raízes do Quilombo Pitanga de Palmares, destaca a importância de divulgar o material quilombola para a Bahia, o Brasil e o mundo.
As Tendas Indígena e Quilombola transcendem o mero comércio, tornando-se vitrines culturais que proporcionam uma experiência enriquecedora aos visitantes, promovendo a preservação e valorização das tradições desses grupos. O intercâmbio de saberes e a oportunidade de apreciar e adquirir produtos autênticos fazem dessas tendas um ponto imperdível na Feira Baiana da Agricultura Familiar e Economia Solidária.



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